• Dr. Eloy Rusafa

Principais Dificuldades e como lidar com a Escoliose na Infância e Adolescência.


Quando você é diagnosticado com escoliose a primeira coisa que vem em mente é: Quais dificuldades vou enfrentar no meu tratamento? Meu tratamento será com colete ou cirurgia?

Independentemente do tipo de tratamento, ter o diagnóstico é um fator para o provável aparecimento de problemas psicológicos e isto pode afetar negativamente a adesão ao tratamento, principalmente no uso do colete e no desafio que pode representar o contato com o ambiente hospitalar para a cirurgia, o potencial de complicações, dor ou dificuldade de movimentação no pós-operatório e a ausência da escola no período de recuperação.

De 25% a 43% dos pacientes com escoliose tem sensação de isolamento, poupam-se das atividades diárias ou do namoro, entretanto, 40 % dos pacientes dizem que nem se incomodam muito. Logo no início do uso do colete, o desconforto em ambientes sociais é maior, entretanto esta melhora com o tempo, apesar de ainda poder persistir o desconforto social.

Autoimagem

A autoimagem na adolescência tem importância significativa para desenvolvimento psicossocial e, em alguns pode ocorrer o medo que seu corpo esteja se desenvolvendo de maneira anormal e o exercício físico pode ajudar a restaurar a satisfação corporal e deve ser estimulado.

Meninas com escoliose podem ter a sensação de ser menos atraentes, dificuldades de escolher roupas adequadas ou ainda enfrentar o uso do colete. Já os meninos por vezes enfrentam a sensação de terem menos força ou menos saúde física.

Outro aspecto muito importante é a dor. Todo mundo fala que escoliose idiopática do adolescente não dá dor. É verdade, entretanto ao longo do tempo, principalmente pacientes com escoliose lombar, podem vir a apresentar dor e desconforto postural.

A escoliose na infância e adolescência é muitas vezes associada a alterações no estado emocional e o especialista em escoliose deve ter sensibilidade para saber os problemas que afligem os pacientes e pais dos pacientes com a doença.

Carência afetiva, baixa estima pessoal, dificuldade de autonomia, dificuldade perante a vida real em enfrentar problemas, insegurança, isolamento, sentimento de inadequação e tendência à perfeição são as principais alterações psicológicas destes pacientes.

BULLYING

O bullying dos colegas do grupo pode agravar estas dificuldades de adequação a situação.

Eu como profissional especialista sempre oriento meus pacientes a fazerem acompanhamento com psicoterapia para entender a percepção da imagem que o paciente tem de si mesmo.

A percepção da mente humana muitas vezes evoca o simétrico como sinônimo de belo e isso de fato é algo que incomoda muito os pacientes com escoliose. Na verdade, é importante entender que esta é simplesmente uma forma de percepção do cérebro e, em muitas situações o belo não é associado a simetria.

As características da sua personalidade também contam muito ao lidar com a doença. O apoio dos pais e psicológico profissional é fundamental nesta fase e grupos de trocas de experiência são fundamentais para ajudar a superar as dificuldades.

Dr. Eloy Rusafa

Neurocirurgião Especialista em Coluna

Instituto Neurospine

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